sábado, 29 de outubro de 2016

Neurociência para o RH do Futuro


Informação. Vivemos na era da informação, dizem alguns. Informação é poder, afirmam outros. Você, querido ou querida leitora, é uma pessoa bem informada?  Sem dúvida, nunca tivemos tanto acesso às informações. Um indivíduo em uma aldeia na África com um celular tem acesso a mais informação do que o presidente dos EUA 25 anos atrás.

Mas não podemos confundir. Informação não é a mesma coisa que conhecimento. Conhecimento, de uma forma geral, é construção, reflexão, algo que você realiza, gera, produz a partir da informação, ou seja, é o resultado da interação entre o indivíduo, a informação e o repertório que já possui.

Um conjunto complexo de elementos afeta atualmente a natureza das empresas e organizações. Uma ampla variedade de questões e tendências referentes a estes elementos são estudadas em diversas áreas como: Administração, Economia, Marketing, TI, Finanças, Medicina, Direito e por ai vai.

Se pensarmos somente nas disciplinas das áreas de Psicologia, temos: Psicologia do Trabalho, Comportamento Organizacional, Psicologia Social e muitas outras.  Cada dia que passa uma nova área de estudo surge para somar mais dados com o intuito de entendermos cada vez de forma mais eficiente este sistema chamado Organização, e criarmos meios de modificar aspectos disfuncionais, aperfeiçoar as práticas e atingir novos e melhores resultados. Assim conseguimos garantir a sobrevivência e prosperidade deste organismo que é fundamental para nossa própria subsistência e prosperidade.

Desde o início da revolução industrial, o conhecimento técnico era a fonte fundamental da vantagem competitiva em quase todos os setores.   O problema é que o prazo de validade do conhecimento tecnológico diminuiu drasticamente.

Gordon Moore, em 1965, conceitualizou o que ficou conhecido como a Lei de Moore, que afirma: “O processamento dos computadores, e informática de forma geral, vai dobrar em média a cada dois anos.” Se sua empresa ou organização sabe alguma coisa, provavelmente seus concorrentes também sabem. Seu potencial técnico não é, ou pelo menos não deveria ser mais, a grande ou única fonte de vantagem competitiva e garantia.

É completamente inviável um profissional se especializar em todas as áreas deste enorme campo de conhecimentos que estudam uma empresa. Exigir de um profissional que ele seja especialista em Administração, Marketing, Psicologia, Direito e programe o site da empresa se precisar é loucura.

O que o profissional atual deve desenvolver é um bom filtro para selecionar informações relevantes e compreender como usar esta informação na dinâmica da organização.  E o profissional de RH é a grande chave aqui.

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Nas últimas 6 décadas, os profissionais de Recursos Humanos foram da área de relações industriais, na qual acordavam as condições de trabalho, para uma classe de especialistas em gerenciamento de colaboradores, com expertise em recrutamento, entrevista de candidatos, pagamento, treinamento e desenvolvimento, desligamento de colaboradores e, em uma fase mais atual, se transformam em peças fundamentais dentro do negócio que podem agregar valor para o sucesso da organização.

E qual é a relação de conhecimento, organização/empresa, neurociência e o profissional de RH? Certo, primeiro vamos entender melhor o que é Neurociência…

Neurociência pode ser conceitualizada como um conjunto de investigações científicas a respeito da interação do cérebro e o ambiente. É uma ciência interdisciplinar, ou seja, conversa com outros estudos de evidências empíricas de áreas como Economia, Psicologia, Medicina e como estes dados somam no entendimento do funcionamento de nosso sistema nervoso.  Por exemplo:  Qual nossa capacidade de memória de trabalho e quais são as áreas de nosso cérebro que estão relacionadas? Como e quais elementos do ambiente (temperatura, umidade, tamanho, iluminação etc.) influenciam nosso organismo? Quais são os correlatos em nosso cérebro de estarmos motivados, de estarmos estressados e como processamos informações para tomarmos decisões?

Uma empresa, antes de mais nada, é feita de pessoas. A área de Recursos Humanos cada vez mais tem um papel relevante nesta dinâmica pessoas-empresas, cada dia mais ampla devido ao fato de o conhecimento técnico não poder ser mais o único diferencial. A Neurociência estuda, de uma forma geral, o funcionamento dos pensamentos, das percepções, das tomadas de decisão e vários outros fatores que influenciam e são influenciados pelas pessoas que fazem a empresa.

Ela pode fornecer ferramentas e diferenciais poderosos para os profissionais de RH exercerem seus papéis de maestros desta orquestra chamada empresa formada por pessoas, cada uma tocando seu instrumento.

Atualizada com evidências científicas, pode ajudar a arquitetar treinamentos mais eficazes por entender de forma precisa como o cérebro de um adulto apreende, e estruturar junto com a área de TI políticas de avisos por e-mail lembrando ao colaborador, por exemplo, de que é hora de relembrar um assunto treinado para maior retenção na memória de longo prazo.

Pode auxiliar com dados colhidos nos estudos de neuromarketing – que vêm acumulando uma série de informações de como a mente humana percebe os estímulos, e quais estratégias podem potencializar as táticas desenvolvidas pelos profissionais de marketing da empresa.

Por entender de forma mais precisa como a falta de glicose no cérebro prejudica capacidades cognitivas, como raciocínio e tomada de decisão, pode desenvolver práticas simples e funcionais para facilitar que os grandes tomadores de decisões se mantenham bem nutridos ao longo do dia aumentando sua performance.

Pode disponibilizar através de informativos e dicas internas as práticas úteis e comprovadas para auxiliar as pessoas a elevar suas performances, como planejar as atividades do dia da forma mais específica possível para evitar a procrastinação, ou as dúvidas no que fazer, já que sabemos que nosso cérebro tem muita dificuldade de entender comandos subjetivos ou inespecífico.

Pode também, para criar uma cultura organizacional mais eficiente, mostrar números e dados sobre a comprovada ineficácia de o profissional querer ser multitarefa.  Até mesmo criar junto à equipe de TI funcionalidades simples no sistema que avisem o colaborador de que ele deve se movimentar, pois está sentado há muito tempo e isso pode ajudá-lo em sua qualidade de vida e trazendo maior eficácia no trabalho.


Esses são apenas alguns exemplos dos benefícios que eu acredito que os conhecimentos da Neurociência podem possibilitar ao profissional de RH bem preparado em sua atuação e, em consequência, gerar mais valor e potencial competitivo para as empresas.

http://www.grupoinedita.com.br/neurociencia-para-o-rh-do-futuro/

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